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Encarceramento feminino é tema de debate em escola de ensino fundamental

jul 10, 2017 ittc

A roda de conversa “Sistema prisional e a questão de gênero” aconteceu no último dia 29 de junho, no Colégio Viver, em Cotia. A iniciativa foi organizada pelas professoras Ana Luísa Rodrigues e Priscila Santos com estudantes dos oitavos e nonos anos e contou com a participação de Carolina Yabase, pesquisadora do ITTC pelo Projeto Estrangeiras.

Da esquerda à direita, Ana Luísa Rodrigues, Carolina Yabase e Priscila Santos.
Da esquerda à direita, Ana Luísa Rodrigues, Carolina Yabase e Priscila Santos.

Com o objetivo de iniciar o debate sobre o encarceramento feminino, alunos e alunas levantaram questões sobre mulheres no sistema carcerário, desde as condições materiais dentro das prisões e os crimes que levam as mulheres ao cárcere até a maternidade intramuros.

Além de tratar das mulheres em situação de cárcere sob uma perspectiva mais geral, Carolina abordou as especificidades das mulheres migrantes em conflito com a lei e o trabalho realizado pelo ITTC.

Quando o Projeto Estrangeiras iniciou seus trabalhos em estabelecimentos prisionais de São Paulo, em 2001, havia cerca de 40 mulheres migrantes em situação de prisão. O número, que já chegou a quase mil, hoje gira em torno de 300 mulheres. Entre elas, aproximadamente 90% estão presas por crimes relacionados a drogas, e a maioria é considerada “mula” do comércio de drogas. São Paulo está entre os estados que mais encarcera e, por conta dos frequentes fluxos de prisão transnacional em razão dos crimes relacionados a drogas, também apresenta um alto índice de mulheres migrantes em conflito com a lei.

O ITTC, em seus 20 anos de atuação, propõe o fomento do diálogo público e a abertura de canais de conhecimento sobre a realidade do sistema prisional no Brasil, vendo em tais medidas um caminho para a garantia de direitos.

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