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Governo do Estado quer implantar revista humanizada em presídios rondonienses

out 09, 2013 ittc

por Zózimo Macêdo (texto e foto)
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Através da Secretaria de Estado de Justiça de Rondônia (Sejus), o Governo da Cooperação quer humanizar o tratamento de visitas nas unidades prisionais do Estado. A viabilidade de implantação desse processo no sistema penitenciário de Rondônia já começou. No dia 25 de setembro, a titular da Sejus, Elizete Lima e o assessor João José dos Santos visitaram o Centro de Prisão Provisória de Goiás, no município de Aparecida de Goiânia, onde medidas de humanização adotadas passaram a ser referência nacional.

Elizete Lima ressaltou que a Sejus está buscando implantar em Rondônia o modelo adotado em Goiás. “Nós viemos verificar in loco o funcionamento da revista humanizada que está sendo recomendada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça”, disse. Para ela, a revista humanizada aproxima os apenados dos familiares e amigos. “Pelo fato do constrangimento e algumas situações embaraçosas que acontece nas visitas nos presídios, muitos deixam de visitar os presos, principalmente as mulheres, e isso pode dificultar a ressocialização”, afirma.

De acordo com o secretário de Estado da Administração Penitenciária e Justiça de Goiás (Sapejus), Edmundo Oliveira dias Filho, alguns projetos de humanização como a educação, capacitação profissional, redução da pena pelo estudo, pela leitura e especialmente sobre a revista humanizada estão reintegrando o apenado à sociedade.

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“Nós aqui abolimos de vez aquilo que é comumente chamado de revista vexatória, onde a mulher, em especial, inclusive idosas que tem parentes presos, como uma mãe, uma esposa, ao visitar o seu parente custodiado tem que se despir e, às vezes nua precisa agachar-se sobre o espelho. Isso provoca um constrangimento muito grande, fato que impede essa aproximação, que é fundamental para a reintegração do preso com a sua família”, disse Edmundo Oliveira.

Para o secretário do Sapejus, em Goiás foi criado um projeto onde as mulheres que preenchem os requisitos básicos, não passam por revistas vexatórias. “Nós denominamos de revista humanizada, o que tem sido exitoso, porque quebra aquele sistema de hostilidade, agressividade no ambiente carcerário”, Edmundo acredita que esse é um dos caminhos para superar as dificuldades.

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Fonte: DECOM