Imagem com um fundo vermelho e um ícone de um papel com a ponta dobrada e o título em branco "Nota sobre o SUS e o 1º Fórum Brasil - Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde".
Blog Notícias

Nota sobre o SUS e o “1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde”

abr 24, 2018 ittc

A Federação Brasileira de Planos de Saúde (FEBRAPLAN) organizou no último dia 10 de abril o 1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde. A ousadia do título e as suspeitas sobre desdobramentos e interesses associados a este encontro intensificaram discussões e discordâncias sobre o sistema de saúde do país e seus rumos, principalmente no que se refere a princípios e diretrizes, financiamento e modelo de gestão.

O tema não é novidade, e o evento não representa – sozinho – o “fim” do Sistema Único de Saúde (SUS) mas, ainda assim, existem ameaças e retiradas de direitos no atual cenário do país. É importante situar o SUS em um território de disputas, vivenciadas – muitas vezes – a partir do subdimensionamento, sobrecarga, desgaste e desrespeito a trabalhadoras, trabalhadores, usuárias e usuários nos diferentes níveis de atuação dos serviços.

Atuando na defesa de direitos de pessoas no contexto prisional, trabalhando direta ou indiretamente com elas, o ITTC tem estado atento às demandas por acesso à saúde. Considerando o SUS como sistema integral, equânime e universal, é necessário o registro (mais uma vez!) de que pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional, (i)migrantes ou não, encontram diversos obstáculos (e por vezes, impossibilidades) no acesso a esse direito, seja pela (in)disponibilidade de recursos, dificuldades na comunicação e no vínculo, atendimentos e ações de prevenção, promoção e tratamento insuficientes quantitativa ou qualitativamente, associados à realidade de desigualdade social, racial e econômica. Olhar – dentro e fora do cárcere – para os processos de saúde, doença e cuidado demanda compreender narrativas sobre quem são as pessoas, como vivem e quais são os sentidos que atribuem às suas vidas.

Reiteramos com a presente nota a necessidade de construir e fortalecer estratégias para o  enfrentamento das desigualdades através da defesa do SUS, pelo direito à saúde pública e de qualidade!