Projetos

Estrangeiras

O Projeto Estrangeiras tem trabalhado com as mulheres migrantes em conflito com a lei em São Paulo desde 2001. No início do Projeto, o Estado de São Paulo contava com uma população prisional de 40 mulheres presas estrangeiras. Hoje, esse número representa mais de 300 mulheres de cerca de 60 nacionalidades diferentes.

O objetivo do projeto é  garantir direitos das mulheres migrantes, reconhecendo  suas diversidades culturais e sua autonomia. O projeto acompanha mulheres migrantes em privação de liberdade e egressas do sistema prisional  incentivando seu papel protagonista, ouvindo-as e ampliando suas vozes,  por meio de atendimento direto, educação em direitos e diálogo público com fins de transformação social.

A equipe realiza cerca de 200 atendimentos mensais na Penitenciária Feminina da Capital (PFC), que hoje encarcera em regime fechado ou prisão provisória cerca de 200 mulheres estrangeiras, mas que já chegou a contar com quase 500 delas. Outras 80 encontram-se em regime semiaberto no Centro de Progressão Penitenciária Feminino do Butantã.

Meios de atuação

Atendimento direto
Atendimentos individuais e interdisciplinares realizados com as mulheres em privação de liberdade ou egressas do sistema prisional. Acompanhamento social, intermediação de contato com familiares e orientação jurídica por meio de visitas à Penitenciária Feminina da Capital e ao Centro de Progressão Penitenciária Feminino do Butantã.
Atenção específica às mulheres presas provisórias e às peculiaridades de cada caso a partir da aplicação de um questionário voltado a várias perspectivas como socioeconômica, característica da prisão, da migração e outros aspectos.

Diálogo público
Diálogo com outras redes e instituições que abordam temas análogos ao Projeto Estrangeiras: ONGs, Defensorias Públicas, órgãos estatais, representações diplomáticas.
Articulação com veículos midiáticos nacionais e internacionais.
Participação na realização de cartilhas e outros produtos sobre direitos humanos.

Educação para direitos
Oficinas de educação em direitos com as mulheres em privação de liberdade.