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Acesso à assistência médica para mulheres presas é precarizado

30/03/2017

Em entrevista, irmã Petra Pfaller da Pastoral Carcerária fala sobre a precarização do atendimento de saúde para mulheres presas

As violações de direitos dentro dos presídios do país é, cada vez mais, exposta à sociedade e a discussão acerca do tema ganha uma complexidade maior, quando feita pela perspectiva de gênero. O panorama de garantia de direitos dentro das prisões é limitado e quando existe precarizado, a ocorrência dessa privação resulta na debilitação da integridade física e da dignidade da pessoa presa.

Em entrevista ao site da Pastoral Carcerária, a irmã Petra Pfaller fala sobre a negligência aos direitos das mulheres presas e como isso ocorre estruturalmente e de maneira institucional, acentuando-se quando se trata de saúde. “As prisões foram construídas por homens, para homens. A mulher tem questões de saúde mais complexas que o homem, e elas na maioria das vezes não são atendidas”, afirma Pfaller.

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Irmã Petra Pfaller

A precarização começa na falta de assistência, poucas unidades prisionais possuem médicos e geralmente são apenas clínicos gerais, segundo Pfaller é necessário o acompanhamento ginecológico e outras especialidades, a falta de equipamentos e medicamentos para o tratamento das enfermidades também é um agravante.  Além disso, a insalubridade das celas contribuem para a ocorrência de doenças, que não recebem tratamento devido, tampouco prevenção.

Os casos de violações acentuam quando se trata de gestantes, poucas delas têm acesso ao pré-natal e acompanhamento médico, as celas não comportam a capacidade e são recorrentes as situações que as obrigam dormir no chão.

Os impactos das violações perpassam a integridade física e abalam o psicológico da mulher presa, a incidência de suicídios na população carcerária feminina é muito maior do que o registrado nas prisões masculinas.

Confira a entrevista na íntegra no site da Pastoral Carcerária.

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Relatório #MulhereSemPrisão