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Especialistas latino-americanos discutem em São Paulo as humilhações que sofrem aqueles que visitam presos

out 23, 2013 ittc

A revista realizada em presídios é uma rotina de praxe que precede as visitas dos familiares em unidades de privação de liberdade em todo o território nacional. Também conhecida como “revista vexatória”, ela consiste em uma revista extremamente humilhante, como obrigação de tirar a roupa e ter órgãos genitais revistados sob pretexto de barrar a entrada de drogas e celulares nas cadeias. Sobre o tema, a Rede Justiça Criminal e parceiros realizam no dia 28 de outubro, um seminário latino-americano com o objetivo de traçar estratégias para combater essa prática.

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O encontro é aberto as atividades acontecem na AASP (Associação dos Advogados de São Paulo), Centro de São Paulo. “Pelo Fim da Revista Vexatória: Diagnósticos e Estratégias” é organizado pela Rede de Justiça criminal e parceiros, com apoio do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) e da AASP.

“A revista vexatória isola o preso. Os parentes que passam por essa humilhação se afastam. Os próprios presos pedem que suas mães, filhas e esposas deixem de visitá-los para evitar passar por essa prática humilhante e abusiva”, diz o advogado Rafael Custódio, coordenador do programa de Justiça da Conectas. “Essa é uma realidade de muitos países da América Latina, infelizmente. É importante que o combate a essa prática odiosa seja feito regionalmente”, complementa.

Goiânia é um caso conhecido onde a revista vexatória foi abolida por lei. “Lá, até onde nós acompanhamos, as pessoas já não são mais obrigadas a tirar a roupa. Decisões assim, deveriam servir de exemplo para as demais cidades brasileiras. O retorno que vimos é de que as próprias famílias de presos valorizam a medida e dizem que podem visitar seus parentes sem sofrer humilhações”, defende Heidi Cerneka, coordenadora nacional da Pastoral Carcerária e Vice Presidente do ITTC.  Em São Paulo, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) já se pronunciou repetidas vezes sobre o assunto, reafirmando a decisão de seguir submetendo familiares de presos a estes procedimentos.

As inscrições para o seminário devem ser feitas através do email eventos@conectas.org

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